20 de set de 2017

O que o seu bebê já pode fazer?

Cada fase de desenvolvimento gera uma verdadeira revolução sensorial no corpo; saiba como identificar e estimular as novas habilidades do pequeno de acordo com a idade.


Recém-nascido


Pequeno e indefeso, o bebê já sabe pedir comida e avisar quando tem sono ou quer carinho.
Habilidades: ele adora ouvir a voz dos pais e isso o tranquiliza. Converse enquanto dá de mamar ou troca as fraldas. Bebês nessa fase também enxergam objetos a apenas 30 centímetros dos olhinhos, então, fique com o rosto próximo do dele.
Bom saber: é um dos momentos mais importantes para o fortalecimento entre pais e filho.


Três semanas

É a fase mais desgastante para os pais, pois eles têm de se adaptar à rotina do bebê – que ainda está se adaptando ao mundo fora do útero.
Habilidades: o bebê já fica acordado por mais tempo e tenta se comunicar, sorrindo e balbuciando. Ele também já tem mais controle sobre sua cabeça e a parte superior do corpo, embora ainda precise de apoio. As mãos passam a ser um objeto de curiosidade.
Bom saber: converse com ele para estimular a fala.


Dois meses


Agora, o bebê já interage mais com o mundo a sua volta, festejando a presença dos pais. Todo dia é uma nova descoberta.
Habilidades: hábitos de sono e alimentação já estão estabelecidos. A cor dos olhos começa a se definir e o bebê observa tudo com muito interesse. Ele também vai balbuciar e sorrir mais e sustentar o corpinho melhor.
Bom saber: começa a fase da exploração do mundo com as mãos. Portanto, cuidado com o que deixa pela casa!


Quatro meses


A idade da brincadeira! O bebê agora sorri bastante e aprende tudo com rapidez.
Habilidades: espertinho, ele chora ou derruba coisas para chamar atenção. Já sustenta a cabeça e começa a fazer experiências para aprender mais, como bater objetos sobre alguma superfície ou jogar algo no chão. Embora comece a babar bastante, a primeira dentição ainda não está chegando.
Bom saber: nesse período, o desenvolvimento físico, emocional e cognitivo do bebê acontece rapidamente.


Seis meses


Começa a fase oral, quando a criança explora tudo com a boca. Ele também já passa os brinquedos de uma mãozinha para a outra, algo novo e divertido.
Habilidades: além dos sorrisos e gritinhos, a criança vai começar a testar os pais jogando os brinquedos no chão e fazendo barulho para chamar a atenção. Ele já dorme sozinho e começa a falar as primeiras sílabas. Os dentinhos também começam a nascer.
Bom saber: com maior controle do corpo, o rebento vai se deslocar pela casa, o que requer medidas extras de segurança.


Nove meses


Totalmente ativo, o bebê já explora o mundo e experimenta tudo. A personalidade fica mais evidente e ele lembra de objetos que não estão a sua frente.
Habilidades: senta sem apoio, engatinha ou se desloca pela casa, descobrindo novos objetos e brincadeiras. Quer a mãe por perto a todo instante e passa a estranhar as pessoas. A linguagem melhora e ele passa a balbuciar “mama” ou “papa”, além de já reconhecer o próprio nome.
Bom saber: nessa fase, é comum os bebês colocarem o dedinho em tomadas, botões e interruptores.



Fonte: http://meubebe.br.msn.com/abaixodeumano/artigos/31284483. Acesso em: <02 .12.2016="">.

16 de ago de 2017

As fantasias infantis

A partir do segundo ano de vida a criança passa a viver num mundo de faz-de-conta, paralelo ao mundo real, e que é repleto de seres imaginários. Como o mundo real ainda lhe é difícil de ser assimilado e aceito, ela cria o seu próprio universo, onde tudo é possível e tem solução. É a fase do pensamento mágico e das projeções.
Nesse seu universo habitam super-heróis, mitos, fadas e monstros, capazes de brincar com ela, bem como fazê-la rir, sentir medo e chorar e, acima de tudo, ajudá-la a se desenvolver.

Como toda fase, um dia passa; para uns mais cedo, para outros mais tarde. Porém, é esperado que, por volta dos seis, sete anos de idade isso tenha terminado, uma vez que já terão se desenvolvido várias funções como a memória, a lógica e a inteligência.

Surge, então, na criança, uma ansiedade tão intensa e aflitiva, que não tem necessariamente relação com qualquer experiência assustadora anterior e cuja origem vai ao encontro do momento de vida que atingiu, quando se inicia a retirada das fraldas e o treino ao penico, o que significa que deve assumir o controle do próprio corpo.

Isto é muito angustiante, pois o fracasso significa decepcionar as figuras parentais que lhe são tão significativas e por quem ainda é tão dependente física e emocionalmente.
A criança expressa seus conflitos através do medo do escuro, de estranhos, de situações novas, do trovão, relâmpago, vento e outros temores que não se constituem fobias. Sente-se fragilizada diante de emoções desconhecidas e que não consegue dominar e compreender.
Daí a necessidade de criar um universo só seu. Na sua lógica, se os super-heróis conseguem subjugar o mal, ela também consegue; ou seja, se eles resolvem seus conflitos, ela também pode fazê-lo. Esses pensamentos mágicos lhe dão um sentido de poder muito forte e contribui para diminuir a sensação de fraqueza e de impotência diante dos adultos.

Assim, ela atribui vida aos objetos e brinquedos, depositando neles seus próprios sentimentos (projeções). É o ursinho de pelúcia que está com raiva porque a mãe brigou com ele ou o soldadinho está triste porque o pai dele foi trabalhar e não o levou junto... enfim, a criança brinca com os bonecos e bichos de pelúcia, como se fossem pessoas de verdade. Desta maneira, ela se liberta, sem culpa, de seus sentimentos negativos, ao expressá-los através dos brinquedos e objetos.

Neste momento, faz-se necessário o redobrar de cuidados, principalmente com janelas ou objetos que ofereçam perigo, pois a criança pode se sentir tentada a imitar o modo de atuar de seus personagens.

Por volta dos três anos, a criança inventa um companheiro imaginário para conversar e brincar. Geralmente este personagem é bom, prestativo e é dirigido e comandado por ela, o que lhe dá uma sensação de controle e poder.

Apesar dos monstros serem figuras aterradoras, os pais não precisam se alarmar, pois justamente por serem criaturas do mal sempre acabam derrotados nas histórias e nos desenhos.

Dentre os mitos, os mais simpáticos e bonzinhos são o Papai Noel e o Coelhinho da Páscoa, pois lhe dão presentes, o que fortalece e enriquece seu senso de auto-estima, por se sentir uma pessoa importante.

Assim, acreditar em Papai Noel é um dos mais significativos encantos infantis e nenhum adulto deve quebrá-lo. Ele é o símbolo do pai bom, compreensivo, amoroso e um notável substituto do pai biológico por ocasião do Natal, principalmente para a criança que não o tem presente na vida cotidiana.

Todas estas fantasias têm a função de equilibrar emocionalmente a criança, permitindo a elaboração e dissipação da angústia e o aplacamento da ansiedade. Funcionam, inclusive, como um processo de autodefesa e de auto-afirmação.

Através do faz-de-conta, a criança aprende também a entender o ponto de vista de outra pessoa, desenvolve habilidades na solução de problemas sociais e a torna mais criativa, acelerando seu desenvolvimento intelectual.
Esta é, portanto, uma etapa fundamental do desenvolvimento infantil, pois é através dela que a criança tenta elaborar seus conflitos e organizar simbolicamente o mundo real. Com o tempo vai declinando de intensidade até desaparecer por completo, como se nunca tivesse existido. Geralmente coincide com um maior domínio da linguagem e com a abertura de novos caminhos para a descarga emocional da criança.

12 de jul de 2017

Delícia e diversão: a importância de contar histórias - Parte II

Vania Dohme, em seu livro Técnicas de Contar Histórias, relaciona a idade da criança a temas de interesse. Veja do que seu filho gosta.

Até os 3 anos, a garotada assimila melhor enredos com crianças, bichinhos, brinquedos ou animais com características humanas, ou seja, que falam e têm sentimentos.

Dos 3 aos 6 anos, as histórias devem abusar da fantasia com reviravoltas no enredo e também de crianças ou animais como personagens. Os contos de fada são imbatíveis.
Aos 7 anos, leia aventuras em ambientes conhecidos, como a escola, o bairro, a família. As fábulas continuam em alta.

Aos 8 anos, as fantasias mais elaboradas (Mágico de Oz, Alice no País das Maravilhas, Harry Potter) são ideais.

A partir dos 9 anos, histórias de explorações, viagens, as invenções, os enredos humorísticos prendem a atenção, assim como os contos de mitos e lendas.


Livros ensinam

Os pais que desejam se aprimorar na arte de encantar as crianças por meio da "contação" de histórias podem aprender em livros. Selecionamos duas sugestões:

Acordais, de Regina Machado, DCL, é dirigido também aos professores e aos contadores de histórias.

Técnicas de Contar Histórias para os Pais Contarem aos Filhos, de Vania Dohme, Editora Informal, traz textos de histórias e ainda ensina a montar fantoches.


14 de jun de 2017

Delícia e diversão: a importância de contar histórias

Como transformar a hora do conto em um momento delicioso e divertido para você e as crianças

Ao entrar no universo infantil, o adulto fascina a criança. Elas adoram ouvir histórias. Ficam na expectativa de saber se a princesa de cabelos dourados vai fugir da torre. Torcem pelos irmãos que enfrentam a bruxa malvada. Envolvem-se e encantam-se. Os pais deveriam ler sempre para os filhos. "É um momento especial", diz a educadora Regina Machado. A criança depara com os adultos falando com voz diferente, um brilho alterado no olhar, movimentos ou expressões faciais incomuns. A mudança no comportamento dos pais fascina os pequenos. "A comunicação e a relação com os filhos fica mais estreita", afirma Regina. O resultado desse momento tão particular não poderia ser diferente: a hora do conto se eterniza na memória.


Costume resgatado

Nas antigas sociedades agrárias, contar histórias era natural. "Os mais velhos estavam sempre contando casos e lendas", diz Regina. Mas o costume, segundo ela, foi se perdendo com a modernização, principalmente nos grandes centros. Nem todas as famílias mantiveram a tradição. Muitos pais da atual geração cresceram sem ouvir histórias. Ariel é um deles. "Meus pais não contavam. Eu, aos 9 anos, é que improvisava teatrinhos para contar histórias para minha irmã menor", lembra. Segundo Regina, os pais devem valorizar essa rotina, pois contar histórias é uma forma de aprendizado. "As escolas perceberam isso há algumas décadas e vêm revitalizando o hábito no mundo todo. As crianças gostam do costume e levam-no de volta para as famílias, pedindo histórias aos pais."

Às vezes desacostumados, os adultos ficam atrapalhados no começo. Não sabem bem como fazer, se devem ler ou contar, quais as melhores histórias e o momento de contá-las. Vão aprendendo com a prática. "Eles não precisam converter-se em atores para transformar a hora do conto em casa em um momento agradável e divertido. É mais fácil do que imaginam", diz Vania Dohme, educadora e pesquisadora de técnicas de contar histórias infantis. Ela e outros especialistas dão algumas dicas para você. Bom divertimento!


Entonação

Nada é mais entediante para uma criança do que uma leitura monótona. A voz dramatiza a história. "Dá mais colorido", diz Patrícia Curt Bresser Pereira, roteirista de TV. Mas cuidado para não exagerar, levando a criança a duvidar da "veracidade" da sua história com aquele "Ah, não foi assim, mamãe..."


Ler ou contar

Tanto faz. O historiador Ariel Waissman faz os dois. "Improvisar exige mais da minha criatividade. Já inventei aventuras que o Jaime adorou e pediu que eu contasse de novo. Senti-me realizado. Outras, porém, não fizeram sucesso", confessa. Os enredos improvisados de sucesso têm os filhos como personagens. Mas a leitura é também uma ótima ferramenta. Cria no filho a idéia de que as histórias moram nos livros.


Cenário

Não é preciso muita elaboração para criar cenas. Um simples lápis que se transforma em vara de condão ou um lenço que vira uma capa mágica são capazes de encantar a criança. A contadora de histórias Silvia Lohn prende a atenção da garotada com legumes. "Beterrabas são as princesas. O pimentão é o sapo e o alho-porro, o rei", conta. Os alimentos funcionam bem com as crianças de 2 ou 3 anos. As mais velhas sabem que uma batata é uma batata.


Não tem hora

Se quiser, estabeleça um momento do dia para a história, como antes de dormir. Mas não há regras. "Não tenho uma hora específica. Se meu filho pede e estou disponível, conto", diz Ariel. A roteirista de TV Patrícia Curt conta histórias durante as viagens de carro e também aproveita as refeições para prender a atenção das crianças.


Com vontade

Não obrigue a criança a ouvir histórias quando ela não quer. Muito menos se obrigue a contar quando não está com vontade. "Tem dias que estou cansada e não conto. E a criança também sente quando a gente lê por obrigação", diz Soraya Sabino.


Tintim por tintim

Tente não mudar o enredo das histórias. Crianças pequenas pedem que se repita várias vezes a mesma história. Esperam determinadas partes só para confirmar que as ouviram antes. É assim que também vão compreendendo melhor o conto.


Criando clima

Depois de um dia inteiro fora de casa, não vá direto contando histórias. Converse com seu filho. Esgote as ansiedades infantis. Brinque com ele para entrar no clima e se desprender das preocupações.


No meio do caminho

Prepare-se para interrupções. "A Teresa faz muitas perguntas. Explico o que for necessário e sigo em frente", conta a roteirista de TV Patrícia. Nada mais gostoso que curiosidade de criança e você pode estimular mais devolvendo as perguntas a seu filho.



Fonte: http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/1%2c%2cEMI3335-10536%2c00.html?preview=S. Acesso em: <08.06.2012>.

17 de mai de 2017

O que faço com meu filho na hora da fúria?

A melhor alternativa é encarar a situação com tranquilidade

Arquivo pessoal Crescer

Pode ser difícil lidar com as variações de temperamento do seu filho, mas a melhor alternativa é encarar a situação com tranquilidade. Quanto mais calmo você estiver, menos chance você tem de piorar a situação e, claro, menores serão as possibilidades de ela insistir nesse tipo de comportamento. Em primeiro lugar, é preciso saber – e explicar à criança – que ela pode, sim, sentir raiva. O problema é como reagir a esse sentimento. O aprendizado vem do exemplo: a forma como adultos agem diante de situações estressantes serve de modelo para a criança. Pode ser uma fase passageira, porém, se persistir, converse com o pediatra ou procure um psicólogo.



12 de abr de 2017

Os seis grandes erros da hora de dormir

Fazer com que o filho durma bem -- e a noite inteira -- é uma das tarefas mais difíceis que pais e mães enfrentam. Porque não se trata de fazer a criança dormir, e sim ensiná-la que dormir é bom e gostoso, e que ela é capaz de adormecer sozinha, sem a ajuda de ninguém.

Até aquelas crianças que costumam dormir bem deixam os pais malucos, às vezes, com períodos de crise e agitação à noite. Estima-se que até 40 por cento das crianças enfrentem dificuldades para dormir.

Os especialistas do BabyCenter identificaram os seis maiores erros que os pais cometem na hora de pôr os filhos na cama. A boa notícia é que todos esses problemas são solucionáveis. Mudanças simples na rotina fazem uma diferença enorme para corrigir os vícios de sono mais comuns.

Quando você conseguir, vai ver que seu filho ficará muito mais tranquilo, e, mais importante, a vida da família inteira vai mudar para melhor. E um aviso: há recaídas pelo caminho. Uma doença, uma viagem, uma mudança de hábitos já atrapalha tudo o que foi conquistado. Mas é só começar a corrigir os erros de novo que tudo vai dar certo e voltar ao normal.


Erro 1: pôr a criança na cama muito tarde

Hoje em dia as crianças dormem menos do que antigamente. Um estudo mostrou que crianças de 2 anos dormem hoje 40 minutos a menos, em média, que crianças da mesma idade da geração anterior. O resultado da falta de sono, segundo estudiosos, é que as crianças acordam mais à noite, têm dificuldade para adormecer e para dormir durante o dia.

É muito comum que os pais cheguem do trabalho tarde, e deixem a criança ir para a cama mais tarde para poder passar mais tempo com ela. Ou que a criança não tenha horários certos para dormir.

A especialista Jill Spivack, autora de um livro sobre como fazer crianças de até 5 anos dormirem bem ("The sleepeasy solution"), afirma: "Quando elas ficam cansadas demais, têm mais dificuldade de pegar no sono e de dormir um sono tranquilo; também acordam mais cedo".

Quando a criança é mais velha, a culpa é muitas vezes da agenda superocupada. Você conhece a história: até todo mundo chegar em casa, jantar, fazer lição de casa etc., a hora de dormir acaba se atrasando mais e mais. E você acaba deixando, na esperança de que alguma hora as crianças acabem desmaiando de sono sem você ter de interferir.

Só que o plano não dá certo, pois, quando estão cansadas demais, as crianças ficam hiperativas.

Solução: Marque uma hora para a criança ir para a cama (e também para o sono durante o dia) e siga esse horário. Não espere até ver seu filho bocejando, choramingando ou esfregando os olhos. Aí provavelmente ele já passou do ponto. Coloque-o na cama antes disso. Até 15 ou 20 minutos de sono a mais podem fazer uma bela diferença.

É verdade que cada criança é diferente, mas vai uma regra geral: bebês e crianças de até 3 anos normalmente precisam dormir 11 horas à noite. Quando deixam de dormir durante o dia, as crianças precisam de 12 horas, e quando ficam mais velhas podem dormir de 10 a 11 horas.


Erro 2: apelar para o movimento

É difícil não sucumbir a esse truque quando o bebê é pequeno. Ele não dorme de jeito nenhum: você coloca no carrinho, balança no colo, deita com ele na rede, caminha com ele pela casa e pronto, a paz voltou a reinar.

Não há problema em recorrer ao balanço e ao movimento como um dos últimos recursos, em situação de emergência, mas alguns pais e mães acabam caindo na armadilha de usar sempre a mesma estratégia para fazer a criança dormir.

"Quando a criança sempre dorme em movimento -- em carrinhos ou no carro --, ela não chega a ter aquele sono mais profundo e restaurador", diz o pediatra Marc Weissbluth, também autor de um livro sobre o assunto ("Healthy sleep habits, happy child"). Pense na qualidade do seu sono quando está no ônibus, ou no avião.

Solução: Use o movimento e o balanço para acalmar a criança, mas não para fazê-la dormir. E, se não tiver jeito, procure completar o sono sem o balanço: estacione o carrinho, desligue o balanço do bebê-conforto. Se a viagem de carro for comprida, porém, desencane. É uma vez na vida e não vai haver problema nenhum. Aproveite e aprecie o silêncio!


Erro 3: excesso de estímulos

Veja o móbile do berço, por exemplo: às vezes, em vez de acalmar e distrair a criança, ele a acorda ainda mais. Cuidado com sons altos e cores muito intensas. Para crianças maiores, é bom tirar o excesso de brinquedos da cama ou do berço.

Solução: Mantenha o quarto bem escuro à noite, e elimine tudo o que chame a atenção da criança na hora de dormir. Para bebês, numa escala de 1 a 10, sendo 10 o mais escuro, o quarto deve estar no 8 ou no 9, diz Spivack.

Para crianças mais velhas, é possível manter uma luz no quarto, para afastar os medos, mas que não seja suficiente para outras brincadeiras. Por isso também é melhor não manter a TV ou o computador no quarto da criança.


Erro 4: não seguir um ritual na hora de dormir

Com um bebê, é mais fácil seguir a mesma rotina todo dia: um banho, alimentação, uma história ou uma música. Mesmo que você ache que a criança ainda não entenda, a previsibilidade da rotina ajuda a acalmá-la.

Muitas vezes, os pais acabam abandonando esse tipo de rotina quando os filhos ficam maiorzinhos (ou porque acham que a criança não precisa mais ou porque simplesmente estão exaustos demais para pensar nisso). Mas até para os adultos a instalação da rotina é positiva.

Solução: Crie um ritual para a hora de dormir e siga-o sempre. Não importa a idade da criança. O ritual ajuda a dar "pistas" a ela de que é hora de começar a sossegar.

Consulte nossas ideias para rituais para bebês e para crianças de 1 a 3 anos.


Erro 5: fazer as coisas cada dia de um jeito

Alguns dias por semana, quando seu filho está bem manhoso, você se deita com ele até ele adormecer. Outros, deixa que ele pegue no sono no sofá da sala, assistindo à TV. E de vez em quando, obriga-o a dormir sozinho no quarto, reclame o quanto reclamar.

O problema não é o método, mas a inconstância. Pode ser até que você não se incomode de dormir no quarto dele, ou de tê-lo na sua cama a noite toda, mas na maioria das vezes os pais acabam presos numa situação que não teriam planejado se tivessem a opção.

Você conhece bem o caso. Uma hora da manhã. A criança chora, você vai até o quarto, espera ela se acalmar e volta para a cama. Uma hora depois, a mesma coisa. Da próxima vez, lá pelas 3h, você não aguenta e a leva para sua cama, para que ela finalmente durma. Nesse caso, a mensagem que você está passando para o seu filho é: insista bastante, que você vai acabar conseguindo o que quer.

Solução: Crie (e siga!) regras sobre o lugar de dormir.

Se você não quer que seu filho vá todo dia para sua cama, deixe isso bem claro. Explique que ele tem de dormir na cama dele. No começo, talvez você precise levá-lo de volta algumas vezes (ou muitas!). Mas não desista. Ele vai acabar absorvendo a regra.

É claro que há exceções. Se ele está doente, ou há uma tempestade lá fora, você pode deixá-lo ficar um pouco na sua cama, ou num colchão no seu quarto. Mas, assim que a situação extraordinária acabar, retome a rotina e explique que ele tem de dormir na cama dele.

Há quem não se importe em dividir a cama com as crianças. Se todo mundo estiver feliz, não há problema nenhum. O que não vale é mudar de opinião dependendo do dia, porque aí seu filho não vai ter a segurança de saber qual é o lugar certo para ele dormir.


Erro 6: passar do berço para a cama antes da hora

Seu filho completa 2 anos, e a família toda fica feliz e empolgada para mudar o quarto dele e colocá-lo numa cama para crianças grandes. Ou tem um irmãozinho chegando, e o berço passa para ele.

Só que, logo depois da mudança para a caminha, a criança começa a acordar no meio da noite, ou se recusa a adormecer.

Há muitas crianças que, até os 3 anos, ainda não estão prontas para deixar a segurança do berço para trás.

Solução: Espere até a criança estar pronta para deixar o berço, ou volte atrás e traga o berço de volta.

Perto dos 3 anos, pode ser que seu filho esteja ficando pronto para ir para a cama. Cada criança tem seu ritmo. Leia nosso artigo sobre essa transição e lembre-se de que ela não precisa ser definitiva. Você pode colocar a cama no quarto por um tempo, até a criança se acostumar, ou então deixar um colchão no chão para sonecas da tarde.

É mais ou menos como o desfraldamento. Às vezes voltar atrás é a melhor solução. Voltar para o berço não é uma tragédia. Por mais que adore o berço, não há nenhuma chance de ele ficar até os 10 anos nele...




15 de mar de 2017

Como lidar com a birra e a teimosia do seu filho



Beto Tchernobilsky


SUPERMERCADO Você precisa fazer as compras do mês e seu filho vai junto. Além de não parar de pedir brinquedos, doces e salgadinhos, ele decide provar e até escalar prateleiras.

Na hora: os pedidos desenfreados das crianças nos supermercados são absolutamente perdoáveis, afinal, tudo parece muito tentador até para nós, adultos. Se o “eu quero, eu quero, eu quero” durar mais do que você suportaria ouvir, combine que ele pode escolher um item para comprar. “Se tirar algo do lugar, peça que recoloque no local certo”, diz Betina Serson, psicopedagoga. Mas você não pode deixar passar o fato de a criança ter aberto pacotes porque “estava com vontade”. Você só tem uma opção: pegue o que ela abriu, ponha no carrinho e pague no caixa, mostrando para ela que não se pode consumir nada sem pagar. Ah! Ela perde o direito de levar o produto que mais queria, porque não soube se comportar.

Sempre: combine que a criança será seu ajudante. Assim ela vai cooperar mais e, se cometer algum deslize, você diz aquela boa e velha frase “mas nós já tínhamos combinado...”. Dar um lanche antes evita a “síndrome do estômago vazio”. Se no dia da compra ela estiver de mau humor ou com sono, não leve a criança junto ou, simplesmente, não vá.

CINEMA E EXPOSIÇÃO O filme, para vocês, acaba na metade — tem alguém com sono ou vontade de fazer xixi. Na exposição, ele acha que as esculturas são de massinha e resolve brincar com elas.

Na hora: quando ele começar a mexer nas peças, diga que não pode. Vá mostrando uma a uma e tente explicar, em uma linguagem simples, o significado. No cinema é mais complicado, porque as atitudes do seu filho realmente vão atrapalhar os outros. Sendo assim, a única opção é sair com a criança da sala. Outra dica: antes, leve-a ao banheiro e pergunte se quer comer pipoca. Duas possíveis saídas você consegue evitar.

Sempre: explique o que é uma exposição e o que vocês vão ver lá. É bacana adiantar o assunto, mostrar algumas obras do artista para a criança estabelecer uma primeira identificação. “O costume dos pais de visitar exposições vai determinar o comportamento do filho. Se este for um hábito da família, ele vai saber como se comportar”, diz Maria Irene Maluf, psicopedagoga. Se não for, vale o alerta: crianças com menos de 4 anos dificilmente vão parar para observar uma exposição. Elas não agüentam programas tão longos.

AMIGOS DA FAMÍLIA Depois de meses tentando agendar um encontro, vocês conseguem marcar na casa de um amigo — mas que não tem filhos. O sofá é transformado em pula-pula.

Na hora: se seu filho apronta dessas em casa, é provável que repita o mesmo comportamento na sala dos outros. Não adianta brigar na frente dos seus amigos, porque se o objetivo da criança era chamar a atenção, a sua reprovação em público vai confirmar que a idéia deu certo. Ignorar também não ajuda. “Os pais devem criar um código com os filhos, para eles perceberem quando está tudo bem e quando não está”, afirma Mauro Godoy, psicólogo.

Se você pede uma vez e ele não pára, leve-o até um canto da casa e diga que se ele não se comportar vocês vão embora. Fale em tom sério, sem elevar a voz. Se nada disso adiantar, junte a bolsa e os filhos, peça desculpas aos amigos e vá embora. E em casa, retome o assunto, para que a solução não seja sempre terminar o programa mais cedo.

Sempre: explique para a criança como vai ser o passeio, quem são as pessoas que vocês vão visitar e quais as regras daquele ambiente — que não precisam ser as mesmas da sua casa. Mas lembre-se também de levar brinquedos ou promover atividades para entretê-la, porque uma reunião de adultos realmente não será atrativa para uma criança.

Beto Tchernobilsky

LOJAS E SHOPPING CENTER O passeio no shopping virou corrida de aventura. Eles pulam, tropeçam, bagunçam e, dentro das lojas, se escondem atrás das araras de roupas.

Na hora: se seu filho sair correndo, não vai ter outro jeito senão correr atrás, porque ele pode se perder ou se machucar. Tente continuar o passeio de mãos dadas ou coloque-o no carrinho. Nas lojas de roupas, é a mesma coisa, você vai precisar encontrá-lo. Avise a segurança da loja que tem uma criança perdida, assim eles podem anunciar o nome dele e dar mais atenção às saídas. Quando ele for encontrado — mesmo você estando desesperado pelo medo de perdê-lo, e com uma vontade louca de dar-lhe uma boa bronca —, respire fundo. Nessas horas, a psicopedagoga Betina aconselha dizer:“brincar de esconde-esconde tem lugar certo. Aqui não é. E eu poderia não ter te encontrado”. Se fizer bagunça, faça-o recolher as roupas do chão e entregar para as vendedoras. Outra saída é levá-lo embora, em vista do mau comportamento, e voltar sem ele.

Sempre: para ele valorizar a arrumação das lojas, mostre em casa como é importante ter tudo em ordem. E também vale deixar claro o quanto o passeio fica mais gostoso quando ele fica ao seu lado.

TRANSPORTE PÚBLICO Brincar no corredor do ônibus ou fazer das barras do metrô um balanço. Quem puder que se segure.

Na hora: tire a criança do corredor e peça que fique sentada. Mostre o quanto é perigoso ficar brincando dentro de um transporte. Ela pode cair e se machucar. No metrô, a dica é a mesma.

Sempre: conte aonde vão e combine que ela vai escolher onde sentar. Na maioria das vezes, a resposta é: do lado da janela. Dê um OK, mas lembre-a de que não pode ficar nem em pé nem com o braço para fora.

RESTAURANTE Faz tempo que a família toda não faz um programa à noite. Vocês escolhem o restaurante e, para sua “surpresa”, correr entre mesas e garçons é mais divertido que esperar sentado à mesa.

Na hora: segure-o o quanto antes, para que não ocorra colisão entre garçom e criança. Leve-o para dar uma volta, de mãos dadas, na área externa ou no jardim — se existir. Peça também uma entrada leve e rápida, que não vá fazer com que ele perca a fome por completo, mas que o distraia. Se for muito tarde, dê alguma coisa para ele comer antes de sair de casa. Leve brinquedos, giz de cera — que não mancha roupas como canetinha — e umas folhas em branco para ele desenhar. Escolher um restaurante que tenha área para crianças é válido, porque aí elas têm espaço para entretenimento garantido. “Pergunte-se: se eu tivesse 4 anos, eu gostaria de ficar neste lugar?”, diz Mauro.

Sempre:
preocupe-se em fazer das refeições em família um momento especial, de reunião.Vai ser mais fácil reproduzir isso em um lugar público.

PRAÇA Você arruma um tempo na agenda e leva seu filho à praça mais próxima. No começo, ele se diverte com os próprios brinquedos. Mas, de repente, bate no colega que está ao lado, porque ele queria a bola emprestada.

Na hora: aparte a briga. Depois, diga para ele pedir desculpas e mostre o que causou na outra criança, para ele entender que machucou alguém.

Sempre: lembre-se que se você resolve seus problemas batendo no seu filho, por exemplo, ele vai achar que isso é o normal.Trabalhe em casa a importância de dividir e compartilhar. Chame alguns coleguinhas dele, peça para cada um trazer um brinquedo diferente. Na hora da brincadeira, eles têm de trocar. E tudo bem, não significa que a outra criança não vai devolver, apenas que ela, por alguns instantes, queria brincar de outra coisa.


Fonte: http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/1,,EMI1600-15069,00.html?preview=S. Acesso em: <13.04.2012>.